És vermelho-sangue no meu pulso
Que escorre a cada teu cruel impulso.
Laranja, cor da ternura, do teu calor
De todas aquelas tardes infinitas de ardor.
Amarelo, tua alma, ser feito de sol,
Pedacinho de céu, coração deste girassol.
Verde, as origens que tu negas,
Ou teus olhos que cegas.
Azul, nossas lágrimas que enchem o mar
Toda uma história que ficou por contar.
Violeta como um amor-perfeito,
Que sem sentimento, ficou desfeito.
Rosa como o nosso futuro, imaginação,
Arruinados na palavra não.
Branco, como o meu corpo, sem cor
Morto, a quem já não dás valor.
Negro, a ausência de luz, tua agonia,
Uma sentença para a vida, anedonia.
Autoria: Ana Margarida Fonseca

