Bem-hajam os felizes
que lutam contra as incertezas de ser vivo.
Que lutam.
Que lutam contra todos os temores,
contra todos os muros, e, com todas as cores,
pintam os segredos que os chamam.
É nos segredos.
No toque do segredo, do abraço.
O toque do quente regaço
que bate, contra tudo, os degredos.
É contra o degredado ser
e contra o ser macerado.
Um piso de alho e coentro,
um sonho duro em que entro.
Este é o finito sonho:
o sonho de ser criado.

