Dias que fogem como cavalo
que quente horizonte persegue
Horas que deslizam por entre os dedos como areia
aquecida pelo sol da tarde
Minutos que voam como dente de leão
soprado em tenra idade
Segundos que desaparecem como sal
em água fervente
Tempo assustador que por nada gela
Foge-nos das mãos sem notarmos
Não morre, por ninguém espera
Não envelhece, porém obriga-nos a tal
Tão cruel, tenebroso, frio…
Porque não espera por mim?
O tempo…

