“Volto a casa, sussurrando, com a firmeza de um nó na garganta, memórias para dentro do casaco quando, antes de começar, recomeço.
Na definição de caminho, junto às margens, (algumas que ainda não consigo ver) estão as pessoas que carregam alguns dos abraços da minha vida; olhares que contam histórias desfocadas não apenas de memória; palavras que fui esculpindo, palavras de “casa”, palavras que fui roubando de calor a forma, a cada passo que fui atrevendo tomar, enquanto herói conjugado na minha pessoa.
Nas palavras deixo o que trouxe das experiências partilhadas onde, no que fiz, dei tudo o que era.
Agora, seja no início do princípio ou do fim, em pleno caminho de qualquer perspetiva, continuo.
Procuro recomeçar a aprender o que em tempos soube.
Torno plural o sujeito das lutas e inspirações que vivo e deixo o resto no “para sempre” de cada um.
Porque o “sempre” desse “antes” já não é… foi.
E tem, ainda, muito para “ser”. Aqui. “
Faço enter, encaro o novo parágrafo e preparo-me para continuar a escrever.

