Diz-me, no final, que ganhaste.
Qual foi a grande lição?
Com tudo o que trocaste,
rescreveste-te a tua melhor versão?
O que é que querias aprender?
Tornaste-te rei do mero nada,
da luxúria, do lazer.
Esta foi a tua melhor jogada?
Julgas, na altivez do teu cavalo,
quem passou pelo eterno fado.
Nada fui que um simples vassalo.
Um passatempo dissimulado
E quando os meus pés deixarem o solo,
os teus joelhos sangrarão.
E nesse teu silêncio, desconsolo,
lembrar-te-ás de quem consideraste peão.
E agora, diz-me a verdade…
No meio deste sórdido disparate,
em nome da liberdade,
foi isto o teu “Xeque-mate”?
Autoria: Ana Margarida Fonseca

