E continuo a cair
na mesma armadilha
A mais dolorosa em que já estive,
de rasgar o coração…
Mas desta vez algo mudou…
De soslaio, uma figura
aura racional, misteriosa,
autora do crime, certamente
E eu…sozinho
Coração desfeito nas mãos
O sangue gela e também me abandona,
levando consigo a vida em pulsos
As pernas traem-me
Aceito o que será decerto o fim e
sonho com um mundo sem feridas,
enquanto os meus olhos se fecham.
Lágrimas caem, lavam a dor
e cicatrizam o coração retalhado
Levanto-me…cambaleio…ando
até à próxima cilada, à próxima queda
Recordo-me da figura, arrepio-me
era como olhar para o reflexo nas minhas lágrimas…

