És o cadáver do amor da minha vida

És o cadáver do amor da minha vida.
Corrompido e infetado.
Minha chaga, minha ferida,
pensamento mal cicatrizado.

No meu peito bate o que é teu,
pois disseste que roubei teu coração.
E quando decidiste quebrar o meu
tornaste-te nesta cruel aberração.

Em cada troca de olhares
mais um trauma ressuscitado.
Viúva das nossas vidas díspares,
de um futuro morto e enterrado.

E nestes apocalipses fabricados
dou a mão a quem bem me quer.
Sobrevivo de olhos fechados.
Despeço-me de quem escolheu morrer.