Há pessoas brisa e pessoas vento.
Há aquelas que saltam de cabeça e as que se prendem no sentimento.
Para o mundo sou vento, vendaval até, sempre em movimento. É isso que me mantém de pé?
Isto podia ser o início do mais belo e verdadeiro poema que já escrevi. Até surgires tu. Porque contigo são olhares cruzados, sorrisos esboçados e pés amarrados sem terem para onde ir. É cortar a corda deste relógio que não pára e criar uma bolha de onde não quero, nem sei, sair.
Levas-me a levitar na beleza que reconheces nas pequenas coisas da vida. És antítese e antagonismo, praia e o seu abismo. És maré alta sobre um céu estrelado, onde me perco a ver a vida pelos teus olhos.
Tornas-me brisa, tão leve e especial como o último suspiro que darei quando tudo acabar e por fim me deixares cair.
Autoria: Anónimo

