Passava pelo caminho das Glicínias

Passava pelo caminho das Glicínias

Um odor perfumado cobria os céus

A luz tocava levemente na face

Daqueles sonhos que foram sempre só meus

Três libelinhas esvoaçavam em comunhão

Por entre as ervinhas, valsavam singelas

De onde vem, eterna, a canção

À volta da qual se entretêm, belas?

Lá ao longe, rumores, cantorias

O chilrear do pardal, o bicar das cotovias…

Maestros do natural,

Testemunham a Primavera,

Nas suas belas melodias

O vento acaricia as almas em flor

Abre, Artémis, em teu véu, o novo Abril

Volta, Primavera, em todo o esplendor

Pelo qual suportamos mais um invernoso ardil