Quero da vida
O que quero dos meus óculos de sol:
Uma sensação morna das coisas.
Fosse o fogo
Que tenho no peito
O calor tépido de uma vela acesa
E não o Inferno na Terra,
Talvez conseguisse.
Enquanto deste incêndio que me habita
Não se conhecer todas as frentes,
Aprenderei a viver com ele.
Eventualmente, não haverá nada para queimar
E, nem que espere por esse dia,
Serei mais morna que quente.

