Desapeguei-me do meu ombro,
Enrolei-me no teu destroço
Abandonado, ofegante
Desabotoei o caroço
Amargoso a que me votei
Em cumplicidade, ousando
Caduquei a liberdade
Do tempo meu desinteressado
Em ti, soltei-me sem arestas
Entrando por abas abertas
Na ilusão de ter o que possuir
Sem nada por concluir.

