Largada

Deixa-me desaparecer
Na escuridão do vazio enlutado
De luz
Ser um fósforo afogado
Na cadência da erosão decrépita
Que reluz
Embalada por canções de plástico
Desertadas
De dissertações achadas
Por quem não sabe
Curar a arte.
De viver no fim enamorado
Dos pensamentos por explorar
E luas por pisar
Algures no caos
Olhada de fundo a fundo
Caio mais perto
Em ti
Ali,
Fora de mim
Algures,
Espalhada,
Deixada acabada
Por cima da beira,
Em cima da queda
Livre
De nós.

Autor: Maria Vicente Teixeira