O cigarro e o vento

Estou a sonhar?
Ouço berros e dá-se o alarme…
Enquanto o cigarro queima pensa numa maneira
De me tirar daquele estado.
Dá-me nicotina e eu, fascinado, esqueço o passado.
Lá vêm os berros de novo,
Com todo o seu esplendor,
Mudam toda a química uma vez concebida ao nascer.
Acabou-se o fumo, e agora?
Quem está cá para me ajudar?
E se eu nunca mais para lá andar?
Já está algum frio e vento,
Vou por a cabeça a repouso e irei para dentro.


Autoria: Rodrigo Proença