Castelos de Areia

Castelos de areia. 

São o que somos,
o que fomos e que se desmorona.

Vamos crescendo para o céu,
buscando o que não vemos, não sentimos.

E tanto deixamos por sentir.

Castelos de pura areia,
às ondas do impetuoso mar.

Vagas, de sal incorrupto
batem nos finos grãos de areia
e de um assalto abrupto
matam a infância
a adolescência
e o adulto
tem um vislumbre da teia
em que foi enrolado pelo mundo:

a do viver que se foi e não semeia.

Autoria: Francisco Ganço