Tu, conhecida ou desconhecida; gostava de te abraçar. Quem quer que sejas, ou não sejas, como eu, gostava de te abraçar. A ti, a ti só, e não mais senão a ti, gostava de te abraçar. Tu, que andas por aí sem que saiba quem és, ou saiba, ou venha a saber um dia, ou nunca chegarei sequer a saber algum dia, gostava de te abraçar. A ti, poetisa da minha alma fragilizada, gostava de abraçar.
Gostava de te abraçar,
Gostava de te abraçar,
Gostava de te abraçar,
E ver a complementaridade, como duas cordas de barro, que prosseguindo pela linha do tempo, e entrelaçando-se entre si, se fundem naquilo a que chamo de amor.
Gostava de te abraçar.
Autoria: Bernardo Rodrigues