Matem-me por favor

Se, de repente, te tornares esperança
E eu lembrança, vais ver que
A mudança que se aplicou em mim
Foi a de usar carmesim.

Começo a pensar que te quero
Apenas para me colocar neste estado,
De não afortunado, mal humorado

Viro a cara a qualquer sensação,
Mas quando me aparecem com amor,
Eu atiro-me ao chão e digo: “matem-me, por favor.

Autoria: Rodrigo Proença