Vazio Existencial

Não está lá nada que não seja o nada; é um nada sem fim, um poço sem fundo, um caminho sem destino, uma força que não se preenche. É a ausência. É como se me tivessem tirado as entranhas e não houvesse tripas que reponham as antigas; nada cresce neste vazio, nunca se preenche nem nunca será preenchido. É um vazio que se alimenta de si próprio; um cancro que se alastra e consome tudo ao seu redor. É a estupidez manifesta em forma de experiência. 

Não há vinho que me salve.

Tirem-me deste sepulcro!

Autoria: Bernardo Rodrigues