Já não te via há algum tempo, papel.
Pois não, caneta, as últimas coisas que
Me têm visto são lágrimas e uma tal de Roseta.
Eu cá ando a ser levada, mas não usada.
É triste, mas já não há nada a
Fazer, é complicado adoecer.
Então como chegaste cá?
Foi a tal da Roseta que se lembrou de me
Entregar ao perneta.
Fico contente, amigo,
Por muito que não estejamos juntos,
És sempre um abrigo.
Autoria: Rodrigo Proença

