Eis a solidão numa bolha de cotão
O vazio completo da quietude
Em cima de um encontro nu, quente
A escaldar a escarpa de cada movimento
Projetado por uma estrada d’embora d’agora, de adeus
Escorrida gélida em segredo descalibrado
Pelas escoriações pétreas ofegadas, torturadas e cansadas
Abertas à faca em carne sã
Por entre as quais a sombra penetra frenética
Louca em vão de ti.
Despedida infeliz, sórdida,
Escandalizada em nada
Pequenina, mordaz e por um triz
Feita algo feliz.
Autoria: Maria Vicente Teixeira

