Ai se soubesses, meu amor,
Da Adrenalina que libertas
Das minhas suprarrenais,
Das Endorfinas que entram
Nos meus circuitos cerebrais,
Da ejeção em elevada fração
Que provocas no meu pobre coração...
Só por te ver passar
No canto do olho,
Ai do meu troclear!
Teve um espasmo no impulso
Do azul da tua íris,
Esfera das esferas.
S1, S2...
Brilham em ti todos os sóis
S2, S1...
Ai que paras, coração!
Não desistas agora desta vida comum...
Que ainda não provaste os dissabores da idade
Nem os cabelos brancos da alma...
Tum... ainda aqui estou,
Aguardando unicamente a síncope derradeira:
O teu olhar divinamente doce cruzando-se com o meu.
Autoria: Catarina Manaças