Caminho só, tão longe do lar,
Por terras onde os sonhos vão parar.
O preço da esperança, difícil de medir;
Mil noites passam, sem poder partir.
Os colegas vão quando o fim de semana vem,
Para abraços, risos, tudo o que faz bem.
Jantam em casa, recebem calor,
Enquanto eu fico, sem esse amor.
Seguro o telemóvel, ninguém a ligar,
Sem voz que diga: “Tenho orgulho em ver-te lutar.”
Anseio por quem me conhecia tão bem,
Por aquele abraço que tudo contém.
Quatro anos passam, e eu aqui estou,
Num mundo distante, mas algo em mim não mudou.
Ainda sonho, ainda persisto,
Sou chama viva, mesmo à margem disto.
Um dia volto, onde histórias são contadas,
Ao pé dos meus, em tardes sossegadas.
Direi: “Sobrevivi à chuva, venci o cansaço.”
E cada lágrima será parte do abraço.
Até lá, mantenho-me firme, sem ceder;
Cada renúncia é prova de querer.
O amor, embora longe, ainda me guia,
E eu fico, por eles, com coragem para cada dia.
Autoria: Anónimo