O sono do elefante

No pátio antigo, a glória ardente,
Passa em silêncio, memória lenta,
Onde gigantes, de olhar valente,
São já imagens que o tempo inventa.

Salas cheias, de vozes ecoantes,
Erguem ao céu risos triunfais,
Sonhos grandes, passos de gigantes,
Que o vento leva, não voltam mais.

Entre amigos, tudo era infinito,
No auge eterno de uma ilusão,
Mas tudo é pó, breve e restrito,
Que o tempo esconde na sua mão.

O elefante dorme, enfim cansado,
Sob o peso lento de esquecer,
Até o maior é apagado,
Quando o tempo escolhe adormecer.

Autoria: Anónimo