As coisas

São coisas da vida.
Questões estranhas, inquestionáveis.
É o fluxo natural das coisas.
Coisas que não fazem sentido,
Por coisas que valem a pena.
Coisas que dizemos ao ouvido
De uma alma opostamente serena.

Serão coisas que se dizem?
Blasfémias e barbaridades
São coisas ditas à noite, sem pensar.
É o sofrimento das muitíssimas variedades,
Das coisas que tens por desvendar.
Que dentro de ti se encontram
Coisas que não queres revelar.
Desvendadas essas coisas,
São coisas que não poderás ignorar.

São tantas coisas, tantas as coisas
Que às tantas as coisas
Que eu senti por ti
Serão tantas que as coisas
Serão diferentes do que eu senti.

E as coisas que senti
Ou as coisas que vivemos
São coisas que não se dizem
Por falta de palavras,
As coisas não se explicam
São estranhas as coisas,
Serão coisas que se digam?

Autoria: Ricardo Silva