Lisboa, cidade jardim
Calma e serena no seu acordar
Rapidamente se transforma em frenesim
No frenético movimento do trabalhar
Metros, autocarros, pessoas
Fatos, gravatas, trajes e pastas
Telefonemas, cafés, cigarros
Janelas, prédios e o sol...
Bate na minha cabeça,
Quente, mas ternurento
Céu aberto e a promessa
De um dia não cinzento.
Vêem-se poetas e escritores
Contabilistas, juízes, doutores.
Todos ocupados, cada um com o seu pensar
Cada um na sua vida e com o seu pesar.
Alheios ao movimento,
À respiração da cidade
Que se dá lentamente
E semeia em nós a saudade.
Autoria: Ricardo Silva