Poetas de Esteto na Mão

Há muito que se debate se o poeta é ou não um fingidor, mas já te perguntaste se um poeta também pode ser doutor? Se gostas de poesia e os versos te tocam no coração, junta o útil ao agradável e escreve de esteto na mão!

  • Lisboa, cidade jardim

    Lisboa, cidade jardimCalma e serena no seu acordarRapidamente se transforma em frenesimNo frenético movimento do trabalharMetros, autocarros, pessoasFatos, gravatas, trajes e pastasTelefonemas, cafés, cigarrosJanelas, prédios e o sol…Bate na minha cabeça, Quente, mas ternurentoCéu aberto e a promessaDe um dia não cinzento.Vêem-se poetas e escritoresContabilistas, juízes, doutores.Todos ocupados, cada um com o seu pensarCada um…

  •  Early Autumn Spring

    I want to rest under the gliding shadow of this canopy of flowing gold leaves and their shining silver streaks. I want to melt into the lush meadows glowing under that canopy. You told me they used to be bright green and were now fading into a pale hazel tint with little almond grains. I…

  • Diário de um dia apagado

    De caule ereto e cansadoDe olho ao trânsito longeTodos os dias passam serenos, mortos.Mas hoje acordei energizada.Uma brisa diferente me desfolhou.Há tanta gente na rua!Curiosa, perguntei às outras o que de tão peculiar se passara.”Ainda não ouviste falar? Até em Espanha está assim!””E decidiram vir todos para a rua, dar-nos alimento”Mas que raio? Resposta não…

  • A poesia está na rua

    Foi em tempos verde seiva asecura outonal na tua mão.Restolho pilhado morto compressofoi fluxo, gesto — foi acção.Cobres-me crude a traços de gesso,deitas-me fogo, faço-me lume.Será calor… um novo começo?Ou o estertor da luz no negrume?Sorves-me o peito, dissolves-me em névoa,torno-me cinzas de alento desfeitoe somem no vento velhas promessasde incêndio bala turbilhão. Tomeibeleza quimera…

  • quando nada brilha tudo arde

    quando nada brilhaencontra-se maneira de fazer com que tudo arda;o coração esfriado sente em si a alma exanguede todo o sentimento que não é dor;passa-se uma vida à procura de felicidade como aquelade que só se lembra as cores e não contornos de tela;a vida é demasiado real para se viver assime houve dias em…

  • Resposta #1

    Estaremos tão longe como dizes?O nosso elo é longo e calmoPorque convertes palavra em palmoSe outrora já vivemos felizes?Conheceste as minhas cicatrizesDelas cuidaste com apreço almo,Sabes que só contra ti me acalmoNão sei p’lo que anseias, como dizes.Se o céu se desfizer em tornadosQue façam voar os tetos das casasMeus afetos não serão alterados.Se Lisboa…